Observação e Benchmarking
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Resultados dos Inquéritos sobre as TIC na Administração Pública 2009 Resultados dos Inquéritos sobre as TIC na Administração Pública 2009
Foram publicados os resultados da edição de 2009 dos inquéritos sobre a utilização de TIC na Administração Pública Central, na Administração Pública Regional, e nas Câmaras Municipais, realizados pela UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP de Julho a Outubro de 2009. Estes inquéritos tiveram as taxas de resposta de, respectivamente, 99%, 100% e 88%.
Resumem-se a seguir os principais resultados destes inquéritos.
Todos os Organismos da Administração Pública Central e Regional e as Câmaras Municipais dispõem de ligações à Internet, sendo as ligações em banda larga, respectivamente, 96%, 88%, 99%.
De 2005 para 2009, verificaram-se grandes aumentos nos aspectos seguintes:
- Organismos com ligações superiores ou iguais a 2 Mbps: 83% na Administração Pública Central, mais do dobro de 2005; 62% na Madeira, mais do triplo de 2005; 40% nos Açores, mais do óctuplo de 2005; 85% das Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005.
- Organismos que comunicam pela Internet com empresas: 85% na Administração Pública Central, mais do triplo de 2005; 78% na Madeira e 92% nos Açores, mais de três vezes e meia do que em 2005.
- Organismos que comunicam pela Internet com cidadãos: 77% na Administração Pública Central, quase o triplo de 2005; 76% na Madeira e 74% nos Açores, cerca de três vezes e meia que em 2005.
- Organismos que dispõem e utilizam equipamento de videoconferência: 34% na Administração Pública Central, quase o triplo de 2005; 6% na Madeira e 29% nos Açores, respectivamente mais 50% e o décuplo de 2005.
- Organismos que asseguram cópias de segurança dos seus sistemas de informação em locais exteriores: 51% na Administração Pública Central, mais 50% do que em 2005; 49% na Madeira e 71% nos Açores, respectivamente mais 58% e 27% do que em 2005; 48% nas Câmaras Municipais, mais do dobro de 2005.
- Organismos que consultam catálogos de aprovisionamento pela Internet: 84% na Administração Pública Central, mais do quíntuplo de 2005; 49% na Madeira e 48% nos Açores, respectivamente o quádruplo e o décuplo de 2005; 82% das Câmaras Municipais, mais 5% do que em 2005.
- Organismos que efectuam encomendas de bens e serviços através da Internet: 52% na Administração Pública Central, mais do dobro de 2005; 9% na Madeira e 29% nos Açores, respectivamente semelhante e mais 38% do que em 2005; 36% das Câmaras Municipais, quase o triplo de 2005.
- Organismos com software aberto: 36% para sistemas operativos assim como para servidores de Internet e 48% para outros tipos de aplicações, na Administração Pública Central; 24% na Madeira e 13% nos Açores para sistemas operativos assim como para servidores de Internet, e 35% na Madeira e 21% nos Açores para outros tipos de aplicações; 50% para sistemas operativos, 39% para servidores de Internet e 58% para outros tipos de aplicações nas Câmaras Municipais.
- Organismos que declaram cumprirem as directrizes de acessibilidade de 1º nível do W3C (nível A): 76% na Administração Pública Central; 18% na Madeira e 23% nos Açores.
Nas Câmaras Municipais, a Internet é fundamentalmente utilizada para actividades de pesquisa e de comunicação: procura e recolha de informação/documentação (98%), correio electrónico (97%), troca electrónica de ficheiros (96%), comunicação externa com outros municípios, juntas de freguesia e organismos da AP Central (82%), acesso a bases de dados (82%), interface com o cidadão (72%).
As actividades realizadas através da Internet que mais cresceram nas Câmaras Municipais foram: Compras Electrónicas (mais de três vezes e meia superior a 2005, agora em 50% das Câmaras); Venda de Bens e Serviços (dobro de 2005, agora em 25% das Câmaras).
Os principais serviços disponibilizados em sítios de Câmaras Municipais na Internet são: download e impressão de formulários (90%, mais 29% do que em 2005); correio electrónico (82%); consulta pública pela Internet (65%, mais 81% do que em 2005); subscrição de newsletters na Internet (60%, mais 88% do que em 2005); inquéritos aos cidadãos pela Internet (39%, mais 50% do que em 2005); preenchimento e submissão de formulários online (37%, com um aumento de 76% desde 2005); acompanhamento de processos de obras particulares (29%); pedidos de recolha de lixo e limpeza de ruas (26%); fóruns de discussão entre o executivo camarário e os cidadãos (14%, mais 40% que em 2005).